quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Notar a áspera e estranha lógica das paixões, a vida emocional e colorida da inteligência, observar o ponto em que elas se encontram ou se separam, como vibram uníssonas e como discordam - nisso haveria um verdadeiro gozo! Que importava o seu preço? Nunca seriam pagas muito caro tais sensações."

(O Retrato De Dorian Gray - Oscar Wilde)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Não vou me deixar embrutecer
Eu acredito nos meus ideais
Podem até maltratar meu coração
Que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar"

Tinha esquecido de como esse poema faz sentido e é lindo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

“O amor que não ousa dizer o nome’ nesse século é a grande afeição de um homem mais velho por um homem mais jovem como aquela que houve entre Davi e Jonatas, é aquele amor que Platão tornou a base de sua filosofia, é o amor que você pode achar nos sonetos de Michelangelo e Shakespeare.

É aquela afeição profunda, espiritual que é tão pura quanto perfeita. Ele dita e preenche grandes obras de arte como as de Shakespeare e Michelangelo, e aquelas minhas duas cartas, tal como são. Esse amor é mal entendido nesse século, tão mal entendido que pode ser descrito como o `Amor que não ousa dizer o nome’ e por causa disso estou onde estou agora.

Ele é bonito, é bom, é a mais nobre forma de afeição. Não há nada que não seja natural nele. Ele é intelectual e repetidamente existe entre um homem mais velho e um homem mais novo, quando o mais velho tem o intelecto e o mais jovem tem toda a alegria, a esperança e o brilho da vida à sua frente. Que as coisas deveriam ser assim o mundo não entende. O mundo zomba desse amor e às vezes expõe alguém ao ridículo por causa dele.”

(Oscar Wilde, 26 de Abril de 1895)